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Os Marcos da Ceará Rádio Club
A DÉCADA 1950-59. GRANDES CARTAZES INTERNACIONAIS:
XAVIER CUGAT E ORQUESTRA, LOS ESTUDIANTES, AGUSTIN LARA E OUTROS.
A década seguinte (1950-59) é assinalada pela competição radiofônica, que começara em outubro de 1948 com a inauguração da Rádio Iracema de Fortaleza. As funções dentro do rádio vão-se tornando independentes, passando a fase em que o mesmo radialista, por solicitação da empresa ou de seu próprio esp írito de trabalho, era levado a diversificar a sua atuação, constatando-se a presença do locutor também c:omo rádioator, organizador de programa, redator, animador de auditório, etc.
Começava o profissional do microfone a ter funçao especificada, a de maior liderança e apropriação quanto ao gosto e preferências do público ouvinte.
Foram os anos de grandes contratações artísticas, possivelmente o momento de maior valorização do rádio cearense, quando a emissora, que desde 1949 mudara os seus estúdios para o Edifício Pajeú, lo. e 20. andares, na Rua Sena Madureira, 1047 (onde hoje funciona o Tribunal de Contas do Estado), dispunha de apreciável auditório de 500 lugares, às vezes insuficiente para receber multidões que desejavam aplaudir, de preferência, os grandes cartazes internacionais que nos visitaram.
Foram celebrados contratos altíssimos, possibilitados graças à colaboração dos grandes clubes da cidade, notadamente o Maguary Esporte Clube, seguido de perto pelo Ideal Clube, Náutico Atlético Cearense, Comercial Clube e tantos outros.
Orquestras internacionais, como a de Xavier Cugat, Augustin Lara, Los Estudiantes, Cassino de Servilha, além das grandes orquestras brasileiras, haveriam de se exibir no decorrer desse período áureo do rádio cearense, tocando ora no Teatro José de Alencar, ma no auditório do Edifício Pajeú, ou diretamente de clube social, onde consentiam, via de regra, que sócios e convidados do clube dançasssem.
Desse tempo, as temporadas de Josephine Backer, Carlos Ramirez, Vicente Celestino, Gilda de Abreu, Pagano Sobrinho, Orlando Silva, SI1vio Caldas, Lúcio Alves, Isaurinha Garcia, Dorival Caymi, Carmen Costa, Luiz Gonzaga, Dalva de Oliveira, Jararaca e Ratinho, e muitos mais que viriam ao Ceará contentar não apenas os que gostavam de rádio, mas os que eram freqüentadores de cinemas e grandes "shows" no sul do país.
O público cearense teve então o privilégio de aplaudir, sem sair de Fortaleza, famosos cartazes que permaneciam como atrações nos teatros do Rio e São Paulo.
E. C.
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